Saiba tudo sobre as doenças endócrinas, os distúrbios mais frequentes e os sintomas ligados à falta ou ao excesso de alguns hormônios no corpo.

O que são doenças endócrinas?

O corpo humano possui um sistema chamado endócrino, que é formado por glândulas que produzem substâncias conhecidas como hormonas, responsáveis por regular várias funções do corpo.

Por meio dessas funções, o sistema endócrino se torna responsável pelo desenvolvimento de células, pelo crescimento de tecidos, pelo equilíbrio hídrico, pela reprodução, pelo metabolismo de carboidratos. pela frequência cardíaca e até mesmo pela temperatura corporal.

As doenças endócrinas são causadas pelo mau funcionamento desse sistema e ocorrem por causa de distúrbios endócrinos gerados quando as glândulas não estão em seu pleno funcionamento.

Em geral, as doenças endócrinas estão relacionadas a algum mau funcionamento do corpo, e as disfunções podem vir do pâncreas, da hipófise, da tireoide ou das glândulas suprarrenais, que podem estar sofrendo pela falta ou pelo excesso de substâncias produzidas por uma glândula de secreção endócrina que provoca uma ação fisiológica específica em diversos órgãos. Essas substâncias são as hormonas. 

Conheça agora as doenças endócrinas mais comuns e seus principais sintomas. Caso a pessoa apresente algum desses sintomas por um tempo considerável, é ideal que se procure um médico o quanto antes.

 

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Os sintomas mais comuns que podem indicar doenças endócrinas são:

- Confusão ou perda de consciência por breves momentos;

- Pressão arterial muito baixa;

- Cansaço;

- Sede em excesso;

- Frequência cardíaca muito lenta;

- Desidratação;

- Depressão;

- Ansiedade e irritabilidade;

- Alterações de humor;

- Dificuldades em respirar;

- Problemas oculares, como secura, irritação, pressão ou dor nos olhos;

- Fadiga severa ou fraqueza;

- Intensa e inexplicável dor de cabeça;

- Vomitos e enjoos;

- Diarreia/obstipação;

- Distúrbios do sono;

- Intolerância à temperatura;

- Ciclo menstrual irregular.

 

Continue neste texto e acompanhe agora a lista das doenças endócrinas mais comuns e como tratá-las.

 

1.   Diabetes

A Sociedade Brasileira de Diabéticos identificou que, no Brasil, existem mais de 13 milhões de pessoas acometidas pela doença, em sua maioria, pessoas idosas.

A diabetes caracteriza-se pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicose), causado por uma deficiência do organismo na produção de insulina, que é produzida pelo pâncreas, órgão fundamental para captar a glicose liberada na corrente sanguínea, que facilita a entrada da glicose no organismo, que a transforma em energia.

Essas anomalias no pâncreas ocorrem por causa da dificuldade que o órgão encontra em promover corretamente a degradação do açúcar no organismo.

 

Os principais sintomas a observar são:

- Excesso de sede e fome

- Aumento na vontade de urinar

- Perda de peso

- Fraqueza

- Fadiga

- Mudanças de humor

- Náusea e vômito

 

Os mais comuns tipos de diabetes são:

- Diabetes tipo 1 (DM1): é geralmente diagnosticada em crianças e jovens adultos.

- Diabetes tipo 2 (DM2): é a forma mais comum de diabetes.

- Diabetes gestacional.

O tratamento mais convencional consiste no uso diário de insulina ou qualquer outro medicamento prescrito pelo médico que ajude a equilibrar os níveis de glicose no sangue.

Os motivos que causam a diabetes tipo 1 ainda são desconhecidos, e a melhor forma de prevenção é ter práticas saudáveis, que incluem alimentação adequada, atividades físicas, evitar o uso de álcool, cigarro e outras drogas.

 

2.   Obesidade

Diferentemente do que alguns ainda acreditam, a obesidade é considerada uma doença, e por conta dos inúmeros problemas inerentes a ela, a obesidade já é considerada uma epidemia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quem está acometido pela obesidade fica mais suscetível a doenças como:

- Diabetes

- Hipertensão

- Apneia do sono

- Riscos cardiovasculares

- E muitos outras

 

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A obesidade acontece por causa de um acúmulo excessivo e anormal de gordura no corpo, que acaba afetando a saúde do indivíduo. Isso acontece quando a quantidade de calorias ingerida é superior à quantidade gasta pelo corpo, que acaba por armazenar esse excesso na forma de massa gorda.

Para uma pessoa ser considerada obesa, o seu Índice de Massa Corporal (IMC) deve ser superior a 35 kg/m2.

 

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3.   Disfunções da tireoide

Hipotireoidismo, hipertireoidismo, tireoidite de Hashimoto e nódulos são algumas doenças causadas por disfunções no sistema endócrino relacionadas à tireoide.

Elas têm em comum serem doenças relacionadas a uma anomalia no funcionamento da tireoide, uma glândula regulada por outras hormonas produzidas na hipófise e no hipotálamo.

Por segregar hormonas tiroideias, essa glândula torna-se responsável por controlar a velocidade metabólica do organismo, o que lhe confere um papel essencial no bom funcionamento dele.

Assim, fica claro que a tireoide tem grande importância no organismo. Qualquer alteração em suas funções pode causar alterações de humor, na frequência cardíaca, no controle do apetite, no sono, na libido, entre outros.

O tratamento para problemas de inflamação ou alteração na tireoide incluem o uso de remédios receitados por médicos. Esses medicamentos ajudam a regular a função da tireoide. Caso o tratamento com remédios não surta o efeito esperado, o médico pode recomendar a realização de cirurgia para a retirada da glândula, o que resulta em necessidade de terapia para reposição hormonal pelo resto da vida.

 

4.   Dislipidemia

Mais conhecida por “colesterol alto”, a dislipidemia é mais uma doença endócrina das mais comuns entre os brasileiros. Dados divulgados recentemente pela Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que 40% da população, algo estimado em mais de 4 milhões de brasileiros, tem colesterol elevado.

Essa doença se caracteriza pela alta presença de gordura no sangue, e apresenta um elevado risco cardiovascular, uma vez que a gordura se acumula nas paredes das artérias. Esse acúmulo de gordura causa rigidez e espessamento das artérias, obstruindo a circulação do sangue.

Porém, o maior perigo do colesterol alto é o fato de ser uma doença silenciosa, a qual, se não for devidamente identificada e tratada, poderá desencadear inúmeros problemas de saúde, como infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais e angina de peito.

O tratamento para a dislipidemia é basicamente uma mudança no estilo de vida, que inclui parar de fumar (pois o fumo é altamente prejudicial à elasticidade das artérias), evitar bebidas alcoólicas, equilibrar o peso, manter uma dieta balanceada, praticar atividades físicas regularmente etc.

 

5.   Ovários policísticos

 Outra doença comum nas funções endócrinas afeta as gônadas, que são as glândulas sexuais que produzem as hormonas, como é o caso do testículo e do ovário.

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) chega a afetar 6% da população feminina e é mais comum nos casos de mulheres que apresentam altas taxas de hormonas masculinas.

Os sintomas mais característicos dessa doença são: fluxos menstruais irregulares, acne, obesidade, queda de cabelo, entre outros.

Apesar de ser uma doença que não tem cura, existe uma grande taxa de sucesso nos tratamentos de controle dos ovários policísticos associados a atividades físicas regulares, evitar o excesso de peso etc.

 

6.   Síndrome de Cushing

A síndrome de Cushing, também conhecida como hipercortisolismo, é uma alteração hormonal causada pelo aumento dos níveis do hormônio cortisol no sangue.

 

Alguns sintomas característicos da doença são:

- Aumento rápido de peso, porém braços e pernas finas

- Aparecimento de estrias largas e vermelhas na barriga

- Aparecimento de pelos no rosto, principalmente no caso das mulheres

- Aumento da pressão

- Diabetes

- Diminuição da libido e da fertilidade

- Ciclo menstrual irregular

- Fraqueza muscular

- Pele mais oleosa e com tendência à acne

- Dificuldade para cicatrizar feridas

- Surgimento de manchas roxas

Em geral, os sintomas surgem ao mesmo tempo e são mais comuns em pessoas que já sofrem de doenças como artrite, asma, lúpus ou após transplante de órgãos, situação na qual os pacientes passam meses fazendo uso de corticoides.

No caso do surgimento da doença em crianças, percebe-se um crescimento mais lento, que resulta em baixa estatura, aumento dos pelos faciais, corporais e calvície.

​O tratamento para a síndrome de Cushing deve ser orientado por um endocrinologista e varia conforme a causa da síndrome. Quando a doença é causada por uso prolongado de corticoides, é indicada a diminuição ou a suspensão do medicamento, de acordo com a orientação do médico responsável.

 

7.   Feocromocitomas

Trata-se de tumores, geralmente benignos, que são formados por células que produzem substâncias adrenérgicas, como a adrenalina. É comum que esses tumores sejam encontrados nas glândulas suprarrenais ou adrenais, contudo, podem aparecer em outras glândulas.

Esse tipo de tumor, embora benigno, necessita de cirurgia, pois raramente responde ao tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

 

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